Escrito por Gabriel Ottaviano
As pessoas esperam ter CERTEZA ABSOLUTA de que VÃO CONSEGUIR MUDAR.
Mas nem sempre é possível ter CERTEZA ABSOLUTA das coisas. Às vezes é necessário ter um pouco de FÉ (em si mesmo)
A verdade é que as pessoas não sabem como mudar!
Esse tipo de coisa não é ensinado na escola. Não aprendemos a desenvolver estratégias eficazes para a mudança e somos levados a acreditar que é preciso ter “força de vontade” para mudar. Mas é muito difícil gerar uma mudança que perdure deste jeito.
Além disso, fomos condicionados culturalmente a acreditar que é impossível promover uma mudança IMEDIATA.
Veja se este tipo de afirmação não vem à sua cabeça quando você pensa em mudar alguma coisa na sua vida AGORA. Pense se não é algo que aquela sua tia chata diria durante o almoço de domingo…
“Se era TÃO FÁCIL mudar, por que você não MUDOU ANTES?”
“Se MUDOU RÁPIDO, então você NÃO TINHA PROBLEMA”
Esse tipo de afirmação está vinculado a um conjunto de convicções que temos culturalmente como sociedade. Em nossa cultura, associamos emoções negativas à mudança imediata. É como se fossemos apegados à dor e ao medo de mudar.
Para ilustrar a relação entre cultura e o modo como nos sentimos (e como nos sentiríamos de forma diferente se tivessemos crescido sujeitos a outro sistema de valores), pense no conceito de LUTO.
Estamos condicionados culturalmente por um conjunto de convicções socialmente determinado que é necessário lamentar por um certo período. Não fazer isso significaria que você “não se importava” com a pessoa que perdeu. Assim, sentimos a DOR do LUTO até o momento que pensamos que cumprimos nosso dever perante às regras e padrões culturais.
A morte é mais leve que uma pluma. A responsabilidade de viver é mais pesada que uma montanha. (Provérbio Japonês)
Para eles, lamentar a morte é uma demonstração de egoísmo e falta de compreensão da vida.
Isso é apenas um exemplo de como pode ser interessante pensar em convicções que nos tragam novas compreensões de mundo e ressignificar as coisas de forma mais fortalecedora.
O mestre tem o papel de ORIENTAR. O aprendiz, o papel de APRENDER.
Se o aluno não assume a responsabilidade pelo próprio aprendizado, o mestre pouco pode fazer além de orientá-lo.
Para conseguir mudanças persistentes na sua vida, você precisa de responsabilidade pessoal. Não adianta culpar seus pais, seu companheiro, seus professores, seu chefe, o presidente…
Saiba mais sobre RESPONSABILIDADE PESSOAL aqui!
Quem é a pior pessoa que você pode enganar? Quem é a pior pessoa para decepcionar?
Tudo que vale a pena demanda um esforço contínuo por um período de tempo. Ao longo de dias, semanas, meses e anos, o esforço necessário vai diminuindo.
É mais fácil manter um corpo forte e saudável do que construir um corpo forte e saudável.
Para saber mais sobre CONDICIONAMENTO NEUROASSOCIATIVO, leia isto!
Quando se troca as cordas de um violão, é preciso afiná-las várias vezes para que comecem a se acostumar à tensão necessária para manter as notas adequadas.
O mesmo raciocínio se aplica aos comportamentos humanos. Quando efetuamos uma mudança, devemos agir para reforçá-la no mesmo instante. Depois, é preciso condicionar nosso sistema nervoso a repetir aquele comportamento diversas vezes, até que obter êxito torne-se algo automático.
Repetindo os comportamentos associados às mudanças que desejamos promover, passamos a desenvolver padrões automáticos para repetir aquela ação. Desta forma, criamos os hábitos que levarão a tornar aquilo um padrão e tornar a mudança algo sistemático e duradouro.
Os seres humanos são condicionados por duas forças, dor e prazer. Tudo que fazemos é para conseguir prazer ou evitar a dor. São os dois estímulos que modam a maneira como agimos.
Estamos programados culturalmente para acreditar que não é possível mudar as coisas de uma hora para outra. Mas toda mudança ocorre, justamente, de uma hora para outra.
Se um trauma pode ocorrer por uma situação que durou poucos segundos ou uma mera frase infeliz dita por alguém em um momento de , por que não podemos nos recuperar disso rapidamente? Somos obrigados a carregar este peso o resto da vida? Como se fosse um custo irrecuperável.
Leia sobre as relações entre DOR, PRAZER e a MUDANÇA aqui!
Um líder pode orientar. Um mestre pode dar o caminho das pedras. Uma professora pode ensinar “como” ou “o que” fazer. Um personal trainer pode passar um plano de exercícios adequado para os seus objetivos. Mas, ao fim das contas, É VOCÊ QUEM PRECISA PUXAR O PESO!
Para mudar qualquer coisa, primeiro temos de mudar como NOS SENTIMOS em relação a isso. Mudando as sensações que vinculamos a uma experiência, mudamos os caminhos neurais relacionados àquela experiência.
Através da mudança nas sensações, podemos usar o poder da poderosíssima máquina que é o cérebro humano a nosso favor. É por isso que sempre te dizem para “pensar positivo” e outras platitudes do tipo.
Entenda como usar o poder do cérebro a seu favor AQUI
Obviamente, não basta apenas “pensar” e achar que isso vai resolver seus problemas. Mas, se você focar na busca de uma solução para aquele problema, passará a enxergar novos caminhos e soluções. Ou, talvez, perceba que o “problema” não era tão grande assim e passe a se importar menos com ele (o que já seria uma vitória em si mesma).
Quanto mais você fizer o exercício de buscar soluções e agir para concretizá-las, mais fortalecerá os caminhos neurais ligados a isso.
Com repetições e intensidade emocional suficientes, podemos tornar as conexões cada vez mais fortes, facilitando com o que tornemos os comportamentos desejados sistemáticos. Fortalecendo as neuroassociações certas, tornamos esses caminhos cada vez mais consistentes e os pensamentos e ações passam a ocorrer de forma automática.
Nos tornamos o que fazemos repetidamente.
Leia este artigo para saber mais sobre a formação de Hábitos.
Como vimos na aula de conexões neurais, podemos tanto fortalecer quando enfraquecer esses caminhos cerebrais. Como um músculo que pode crescer ou atrofiar, de acordo com seu uso, essas estradas neurológicas podem se tornar mais ou menos prevalentes de acordo com a frequência e a quantidade e a qualidade das mémorias que associamos a elas.
“Não é suficiente ter uma boa mente; o principal é usá-la bem.” (René Descartes)
Antes de estudarmos como promover o recondicionamento de nossas convicções, devemos nos lembrar de como o cérebro humano produz uma nova neuroassociação.
Sempre que experimentamos uma emoção muito intensa que provoque uma sensação intensa de dor ou prazer, nosso cérebro tenta estabelecer uma relação de causa e efeito, usando 3 critérios:
Você deve ter percebido que os critérios para a formação de relações causais são muito imprecisos. É por isso que, muitas vezes, estamos sujeitos a interpretar as coisas de maneira errada.
Clique aqui para saber como seu CÉREBRO associa CAUSA E EFEITO!
Pense em quantas vezes você não pode ter associado causas equivocadas a um efeito.
Um relacionamento apaixonado que chega ao fim terminou “PORQUE” era cheio de paixão? Ou será que não podem ter sido outros motivos, que não tinham nada a ver com a paixão, que levaram ao rompimento?
Com o conhecimento de como são formadas as associações em nosso cérebro, devemos questionar as conexões neurais que possam estar LIMITANDO a nossa VIDA.
Talvez seu cérebro tenha associado uma causa equivocada a um problema que ocorreu durante sua infância e isso afete sua vida até hoje.
Chegou a hora de se reconciliar com suas versões passadas!
Já parou para pensar por que, às vezes, parece que estamos sabotando a nós mesmos?
Pense em quantas pessoas não associam emoções mistas ao dinheiro. Por um lado, ele pode trazer liberdade, controle, segurança. Por outro, nossa cultura associa valores negativos como ganância e soberba a quem tem dinheiro e as pessoas têm medo de que os outros as julguem ou se aproveitem delas.
É um caso de CONEXÕES NEURAIS MISTAS, uma das principais fontes de AUTOSSABOTAGEM.
Para saber mais sobre CAMINHOS NEURAIS, leia isto!
Uma mensagem confusa leva a um cérebro confuso. Um cérebro confuso te dará resultados confusos.
Para tomar uma decisão, seu cérebro pondera inconscientemente: “se fizer isso, terei dor ou prazer?”. Pesando todos os fatores e levando em conta seu peso relativo, o cérebro chega a uma conclusão.
O problema ocorre quando o resultado final desta ponderação é muito parelho. Isso confunde o cérebro e leva à autossabotagem.
Para saber mais sobre AUTOSSABOTAGEM, leia isto!